Por: Alberto Sobrinho
segunda-feira, 24 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Entrevista/ Fred Linhares
Filho de um dos maiores radialistas do Brasil, Sílvio Linhares, o jornalista brasiliense Fred Linhares, editor do Jornal Na Polícia e Nas Ruas -especialista em matérias policiais-, e apresentador do programa de rádio com o mesmo nome, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 6h30h as 7h30h na Rádio Atividade, concedeu entrevista exclusiva ao acadêmico do 4º semestre do curso de Comunicação Social/jornalismo da Faculdade JK/Anhanguera, Alberto Pessoa. O jornalista falou sobre ética no jornalismo e também da dinâmica de trabalho de sua equipe no jornal e no programa de rádio. Fred Linhares diz que a profissão de jornalista é árdua, mas que vale a pena exercê-la. Ele revela ainda que antes mesmo de concluir o curso de jornalismo já trabalhava na editoria do jornal na Polícia e nas Ruas.
Alberto Pessoa - Antes de concluir o curso de jornalismo você já atuava nesta área?
Fred Linhares – Já atuava sim. Desde pequeno tinha admiração pelo trabalho do meu pai que me levava para acompanhá-lo em sua rotina de trabalho como jornalista. Inclusive, o Jornal na Polícia e nas Ruas foi uma idéia que nasceu no laboratório da faculdade, cuja idéia foi colocada profissionalmente e hoje o JNPR é um dos mais lidos do Distrito Federal. Antes mesmo de concluir o curso, eu já trabalhava na editoria do jornal na Polícia e nas Ruas.
Alberto Pessoa - Você acha antiético a linha editorial do NPNR?
Fred Linhares – Eu acho que não. Cada um procura fazer o que se propõe a fazer e o que acha correto fazer. Alguém tem que divulgar as ocorrências policiais e os índices de violência na cidade e estas pessoas somos nós, pois nenhum outro jornal comercial divulga esses eventos do nosso dia-a-dia, publicando as fotos dos envolvidos. Muita gente só tem a imagem positiva de Brasília e não conhece o lado da violência urbana do DF e nós mostramos esse lado violento de Brasília. Nós damos a notícia, não fazemos a notícia e alguém precisa informar a população sobre esses fatos.
Alberto Pessoa - Particularmente você acha que há alguma forma de agressão nas publicações das fotos no NPNR?
Fred Linhares Acho que não. Até mesmo as fotos apresentadas na capa do jornal, foram agendadas de forma que nenhum leitor não possa achá-las pesadas. Por isso não acho antiético, o jornal está lá para ser comprado, compra e ver quem quer.
Alberto Pessoa - E o Programa NPNR, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 6h30h as 7h30h tem o lado social?
Fred Linhares – A melhor parte deste programa é justamente o trabalho social que fazemos em parceria com empresários, comerciantes e o ouvinte. Em média, vinte pessoas em são atendidas pelo programa com os mais variados tipos de necessidade. Nós não nos sentiríamos bem se apenas divulgássemos as notícias violentas, por isso essa assistência voluntária proporciona muita satisfação para todos nós que fazemos o programa. Quem acompanha sabe quanto nos dedicamos para suprir pelo menos um pouco da carência daqueles que mais precisam e nos procuram. Além disso, cobramos providências do poder público e dos órgãos responsáveis pela a manutenção da cidadania da coletividade. Primeiro o programa de rádio, o qual meu pai já o faz há mais de trinta anos em Brasília.
Alberto Pessoa – Você teria alguma sugestão profissional para os formandos em Comunicação Social?
Fred Linhares – Tem muita gente que pára antes mesmo de concluir o curso, alegando que o mercado recebe muitos profissionais a cada semestre. Eu acho que o diploma é um mero papel. O que vale mesmo é o conhecimento que adquirir na faculdade e nas ruas. O jornalista tem que ir para o campo. Não adianta ficar parado que não vai conseguir ganhar razoavelmente. O piso salarial de um jornalista é baixo e um só emprego para um jornalista é pouco. Porém lhe confesso que vale a pena, esta é uma profissão apaixonante, quem entrar certamente nunca mais vai sair.
Alberto Pessoa - Antes de concluir o curso de jornalismo você já atuava nesta área?
Fred Linhares – Já atuava sim. Desde pequeno tinha admiração pelo trabalho do meu pai que me levava para acompanhá-lo em sua rotina de trabalho como jornalista. Inclusive, o Jornal na Polícia e nas Ruas foi uma idéia que nasceu no laboratório da faculdade, cuja idéia foi colocada profissionalmente e hoje o JNPR é um dos mais lidos do Distrito Federal. Antes mesmo de concluir o curso, eu já trabalhava na editoria do jornal na Polícia e nas Ruas.
Alberto Pessoa - Você acha antiético a linha editorial do NPNR?
Fred Linhares – Eu acho que não. Cada um procura fazer o que se propõe a fazer e o que acha correto fazer. Alguém tem que divulgar as ocorrências policiais e os índices de violência na cidade e estas pessoas somos nós, pois nenhum outro jornal comercial divulga esses eventos do nosso dia-a-dia, publicando as fotos dos envolvidos. Muita gente só tem a imagem positiva de Brasília e não conhece o lado da violência urbana do DF e nós mostramos esse lado violento de Brasília. Nós damos a notícia, não fazemos a notícia e alguém precisa informar a população sobre esses fatos.
Alberto Pessoa - Particularmente você acha que há alguma forma de agressão nas publicações das fotos no NPNR?
Fred Linhares Acho que não. Até mesmo as fotos apresentadas na capa do jornal, foram agendadas de forma que nenhum leitor não possa achá-las pesadas. Por isso não acho antiético, o jornal está lá para ser comprado, compra e ver quem quer.
Alberto Pessoa - E o Programa NPNR, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 6h30h as 7h30h tem o lado social?
Fred Linhares – A melhor parte deste programa é justamente o trabalho social que fazemos em parceria com empresários, comerciantes e o ouvinte. Em média, vinte pessoas em são atendidas pelo programa com os mais variados tipos de necessidade. Nós não nos sentiríamos bem se apenas divulgássemos as notícias violentas, por isso essa assistência voluntária proporciona muita satisfação para todos nós que fazemos o programa. Quem acompanha sabe quanto nos dedicamos para suprir pelo menos um pouco da carência daqueles que mais precisam e nos procuram. Além disso, cobramos providências do poder público e dos órgãos responsáveis pela a manutenção da cidadania da coletividade. Primeiro o programa de rádio, o qual meu pai já o faz há mais de trinta anos em Brasília.
Alberto Pessoa – Você teria alguma sugestão profissional para os formandos em Comunicação Social?
Fred Linhares – Tem muita gente que pára antes mesmo de concluir o curso, alegando que o mercado recebe muitos profissionais a cada semestre. Eu acho que o diploma é um mero papel. O que vale mesmo é o conhecimento que adquirir na faculdade e nas ruas. O jornalista tem que ir para o campo. Não adianta ficar parado que não vai conseguir ganhar razoavelmente. O piso salarial de um jornalista é baixo e um só emprego para um jornalista é pouco. Porém lhe confesso que vale a pena, esta é uma profissão apaixonante, quem entrar certamente nunca mais vai sair.
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